domingo, 12 de agosto de 2012

Parabéns para todos os pais do reino animal...


Já dizia a propaganda: Não basta ser pai, tem que participar! Em todas as espécies em que o macho toma a difícil decisão de ficar e ajudar a cuidar da prole - o invés de desertar e continuar disseminando seus genes pelo mundo a fora – o seu papel é fundamental! Na verdade é o contrário: nas espécies em que a fêmea não dá conta de sozinha criar os filhos, o macho é coagido a ficar, caso contrário corre o risco de desperdiçar o seu valioso material genético. Quanto mais seguro o macho fica da paternidade, mais ele cuida das crianças, por isso é uma função tão comum em peixes, cuja fecundação é externa (veja o peixe palhaço cuidando dos filhos).
Em aves, quase 90% das espécies são monogâmicas – ressalvo que existe uma diferença entre a monogamia social e genética, e o acordo estabelecido pelos parceiros é ficar juntos até o filhote estar criado. Essa elevada porcentagem é decorrente da maioria das aves nascer muito prematura, ainda com olhos fechados e sem penas, logo dependente de alimentação e cuidados, por isso um dos pais precisa ficar no ninho enquanto o outro busca alimentos. Em aves, cujos filhotes nascem mais desenvolvidos como a galinha, o cuidado da mãe basta. Porém em algumas espécies é a fêmea que se manda assim que bota os ovos e deixa-os totalmente aos cuidados do pa como é o caso das Emas.
Nos mamíferos, a maioria das fêmeas dá conta do cuidado sozinha, e toca o macho logo depois da cópula. A amamentação torna alimentação facilitada e o fato dos filhotes da maioria das espécies já nascer desenvolvido, facilita a locomoção e os cuidados. Porém, em algumas espécies as mães e seus filhotes precisam de um cuidado maior e daí os animais se reúnem em casais ou haréns, em nome da sobrevivência da prole. Como nas aves, o acordo do casal termina até o filhote estar pronto, porém pode se estender caso emende um filho no outro.  Como nesse caso a mãe se encarrega da alimentação, o pai passa a ter uma função mais de guarda e social, relacionada com a aprendizagem e controle emocional dos filhotes. No caso dos saguis, o macho carrega um dos gêmeos, pois a fêmea não consegue dar conta dos dois. Já no caso dos leões, a maior parte da orientação comportamental do filhote é dada pela mãe, porém os filhotes que crescem sem brincar com os pais, têm problemas emocionais que comprometem as relações sociais como adultos.
A nossa espécie nem sempre foi monogâmica ou viveu em harém, porém, a necessidade de que o pai desse mais atenção a seus filhos, foi levando-nos a formar a família. Embora atualmente os pais têm sido muito mais presentes na educação e convivência com seus filhos, no início,  tinham uma função muito importante que era  ensinar aos filhos os limites, a hierarquia, como se posicionar no mundo, os valores e a controlar a suas emoções, promovendo um amadurecimento tranquilo, promovendo cada aprendizado a seu tempo e de acordo com as possibilidades de compreensão e necessidades do filhote. Como já falado no post anterior as pessoas atualmente estão com sérios problemas emocionais, não conseguem lidar com suas frustações e estão com complicados problemas de relacionamento. O mundo está conduzindo aos pais a acreditarem que trocarem meia dúzia de fraldas, dar uma boa escola, pagar natação, colocar num esporte, dar um presente por mês para compensar a ausência ou fingir que brinca com o filho só para tirar uma foto e colocar no facebook para pousar de bom pai para sociedade, basta! Mas não!!! pai de verdade sabe que a melhor e maior herança que pode deixar para seu filho é uma estrutura emocional sólida, e que ele se torne um adulto que saiba seu lugar e seu papel no mundo, saiba respeitar o próximo, ser solidário e cooperativo, saiba controlar suas paixões, raivas e frustações, e principalmente saiba ver a vida com otimismo e gratidão. Se seu filho tiver emoções equilibradas, ele saberá enfrentar qualquer problema, será o seu sucesso e o sucesso da espécie! É mais ou menos como o ditado de ensinar a pescar, ao invés de dar o peixe. Detalhe, isso dá trabalho... e as outras espécies que já se aventuraram pelas delícias e amarguras do cuidado paternal.. deixam a dica para os papais humanos!





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