segunda-feira, 31 de maio de 2010

Quem tem pena do Idi Amin - O Gorila?


Crontribuição De Mario D. dos Santos - Aluno Psicologia PUCPR - Noturno


Crônica Xico Sá
(http://colunistas.yahoo.net/posts/2440.html)

Mire-se no exemplo do gorila

Macho descendente direto de tal criatura, como reza a ciência, me bateu uma certa dó e solidariedade quando soube da história de Idi Amin, também conhecido como Grandão, 37 anos, 1,80m e 236 kg nas costas, o único gorila da América do Sul ainda virgem, donzelo, cabaço, queijudo, como se diz nas gírias Brasis afora.

Nosso amigo, de quem herdamos quase tudo, mora no zoológico de Belo Horizonte, onde chegou com apenas dois aninhos. Veio de outro zôo, da França, mas foi capturado, ainda bebê, na África.

O bicho desceu em Minas acompanhado de Dada, gorilinha fêmea da mesma idade. Quis o destino, porém, esse ingrato, que a moça não prosperasse, morrendo ainda criança. Ah, essas doenças dos tristes trópicos, velho Darwin, que abatem nossos mimosos ancestrais.

Não foi, todavia, a única fêmea que Idi Amin teve a honra de conhecer. O seu azar com o dito sexo oposto animal teria um novo capítulo. Aos 9 anos, sorriu qual um King Kong diante da atriz Jessica Lange. O motivo do brilho nos olhos era Cleópatra, bela e sensível mocinha que habitava o zôo de SP e foi transferida também para o zôo mineiro.

Cleópatra, ô meu Deus, morreria 14 sóis e 14 luas depois de chegar à nova casa. Grandão, ainda um abestalhado adolescente, mal sentiu o cheiro da candidata a legítima esposa. Pena.

O mais louco, e que também repete a fraqueza dos marmanjos, é o motivo da transferência da dublê símia de rainha do Egito: Virgulino, o ex-marido gorila em terras paulistanas, batia muito nela, coitada.
Desamparado qual um ser humano quando sai do útero, coube a Grandão cumprir a dolorosa e solitária sina.

Em alguns momentos, abraça e rola no chão com um pneu que mantém ao seu lado no zoológico, como relatou Paulo Peixoto, correspondente da Folha em Belo Horizonte.

Idi Amin, aos 37, é um velho para o seu mundo.

Embora sexualmente ativo, chegará, no máximo, aos 50, 55 anos. A tendência é que morra sem nunca ter experimentado um orgasmo na vida. Pena.

Pena? Reparo aqui, em um vídeo, que o bicho parece muito calmo, sereno, manso, pacato, numa nice, sem stress, tranquilo mesmo, nem aí para nossa comiseração ou piedade. Sem ninguém para azucriná-lo, sem as mitológicas D.R’s (discussões de relações), sem Dadás, sem Cleópatras, sem paqueras, que conforto!

Talvez não sinta inveja sequer do King-Kong. Afinal de contas, lembram o que a loiraça que contracenava com ele, disse, logo em um dos primeiros encontros do filme?

Ela deu mais ou menos o seguinte fora no gorilão da película: “Você não está vendo que isso não vai dar certo?”

Seja entre os racionais ou os sábios e ditos irracionais, a pergunta para o resto da vida será a mesma!



domingo, 30 de maio de 2010

O legado do Ratinho pode comprometer a base da estratégia reprodutiva do ser humano?























Essa semana a folha on line publicou uma matéria que aborda a controvérsia sobre a porcentagem de pais que estão criando - sem saber - filhos de outros como se fossem seus... Na verdade, os testes de paternidade proporcionaram aos cientistas descobrirem que nas aves - os animais mais monogâmicos conhecidos até então – fica em torno de 8% e promoveu a transformação da monogamia num mito (ver referência O mito da monogamia). Segundo Michael Gilding (livro - Desenfreada Paternidade Mal-Atribuída: A Criação de um Mito Urbano), na qual é debatida a idéia polêmica de que 20% ou até 30% das crianças nascidas não foram geradas pelos homens que acreditam serem seus pais biológicos, enquanto deveria ficar de 1 a 3%, uma vez que não existem estudos publicados com base em DNA exibindo percentuais acima de 3%. Os únicos estudos de base genética que chegam à faixa de 20%-30% são aqueles obtidos diretamente de clinicas, deve-se considerar, porém, que quem procura um serviço desses já está em dúvida. Na matéria é abordado o interesse dos sociobiólogos ou psicólogos evolucionistas em mostrar a relação entre a estratégia reprodutiva humana e animal, porém num tom um tanto descrente, assim como na posição em considerar o mecanismos em questão como “o mito da paternidade” como lenda urbana. Quem estará com a razão? rs

O Fato é que a dúvida do macho é um mecanismo norteador da sua estratégia reprodutiva, refletindo principalmente no cuidado parental. Tecnologias para detectar a "traição" podem tornar esses métodos frustantes?

Fecho com a frase de Frans de Waal “podemos tirar o primata da selva, mas não a selva do primata”

Veja matéria completa em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/740685-o-mito-da-falsa-paternidade.shtml

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O criacionismo é real!... Vamos comemorar a criação da célula sintética... o primeiro passo para vida artificial!

Jamais, me imaginaria escrevendo isso, mas foi anunciada hoje a criação da primeira célula sintética chamada Mycoplasma mycoides JCVI-syn 1.0, capaz de viver, errar, triunfar, criar vida através do seu código genético completamente montado em laboratório. Esse “milagre” é resultado de 15 anos de estudos e 40 milhões de dólares. Segundo Craig Venter "Esta é a primeira espécie autoduplicável no planeta cujo pai é um computador". Calma, o DNA não é totalmente artificial, embora tenha sido montado em laboratório, foi extraído de Mycoplasma mycoides reescrito e inserido em Mycoplasma capricolum, a qual assumiu as novas instruções. O objetivo final dos investigadores é instalar em uma bactéria um genoma criado em laboratório que ordene a realização de trabalhos úteis para o ser humano. Essa novidade esta sendo vislumbrada na aplicação de produção de vacinas mais rápidas e criação de algas unicelulares capazes de capturar dióxido de carbono e transformá-lo em combustível. Deve-se considerar também as implicações éticas, uma vez levara a repensar na definição de vida. Segundo Mark Bedau, professor de filosofia do Reed College, "Este é um momento histórico na biologia e na biotecnologia", colocando os cientistas numa posição próxima a Deus: a criação de vida que nunca poderia ter existido naturalmente.

Mais informações: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/entenda+a+criacao+da+celula+sintetica/n1237629176220.html

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/05/cientistas-americanos-criam-1a-celula-sintetica.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u738110.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u738266.shtml

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O efêmero é que dá o movimento....

Acabei de receber da Professora Patricia e resolvi compartilhar com vocês, pois achei fantástico

domingo, 16 de maio de 2010

Tributo à Coleção Arachnológica e Herpetológica do Instituto Butantan






Sem dúvida nenhuma os biólogos - e principalmente Zoólogos, Ecólogos, Herpetólogos e Aracnólogos - estão em luto com o que aconteceu no Butantan sábado. O sentimento é de luto mesmo, por uma perda inestimável do registro científico da nossa biodiversidade. A coleção que em poucas horas foi consumida pelo fogo é resultado de mais de 100 anos de trabalho. Ali estavam tombados animais do Brasil inteiro e a coleção era referência para estudos realizados não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Inúmeros Taxonomistas e Ecólogos realizaram suas teses ali outros tantos inevitavelmente passavam por lá para buscar dados ou ajuda para identificação de seus animais. Que aracnólogo não tombou aranhas ali? Passando a lamentação precisamos refletir sobre o que aconteceu. Perder grandes coleções, inclusive espécimes tipos, foi algo comum no século passado, em que museus eram destruídos durante as guerras, destruídos por enchentes ou incêndios. Porém, atualmente, temos uma consciência do que essas coleções representam - não só como registro histórico, mas como banco de dados para estudos ecológicos, filogenéticos, genéticos. Os exemplares tipos devem ser acondicionados em locais mais protegidos para que não se perca “a prova” da descoberta de uma nova espécie. A questão que fica é porque não há uma preocupação na segurança desses locais. O diretor do Museu de Zoologia da USP, Hussam Zaher em entrevista ao Estadão (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100516/not_imp552414,0.php), levantou o ponto muito importante que se não buscarmos preservar também os exemplares “mortos” como preservar a biodiversidade “viva” e ostentarmos o título de país detentor da maior biodiversidade do planeta?. Assim, vamos cuidar dos nossos outros tantos museus?




Vejam esse misto de depoimento e reflexão... fantástico: http://www.oeco.com.br/reuber-brandao/120-reuber-brandao/23932-biodiversidade-incinerada





domingo, 9 de maio de 2010

Envelhecer é ruim???? Desde que seja devagarzinho....















Tempos atrás eu vi uma reportagem impressionante sobre uma menina que vivia no Ceará que tinha 29 anos, porém seu desenvolvimento havia parado em torno 9 meses. Maria Audenete é portadora de hipotireoidismo (a falta de hormônios tireoidianos pode afetar profundamente o desenvolvimento do bebê, provocando retardo mental e atraso do crescimento), ela não fala ou se locomove sozinha e ainda possui dentes de leite (Vejam o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=wZzmT6shIxc). O que me chamou a atenção foi o fato da família só ter recebido apoio médico muito tarde, e o quadro poder ter sido revertido se descoberto no início.



Essa semana foi divulgada uma menina americana com 17 anos e corpo e comportamento de um bebe (primeira foto). Os cientistas estão seqüenciando o seu genoma e resultados preliminares já indicam que a sua incapacidade de crescer pode estar ligada a defeitos nos genes que fazem o resto da humanidade envelhecer. Há uma expectativa desses conhecimentos auxiliarem novas terapias para doenças ligadas à velhice, porém a vitória mesmo será controlar a velhice de uma vez por todas. Uma série de descobertas científicas já mostrou que o ciclo de vida de muitos animais pode ser dramaticamente prorrogado com alterações em um único gene. Para humanos, parece que também apenas poucos genes controlam o envelhecimento. Porém no caso da menina da matéria, ela tem vários problemas de saúde, o que parece que ela está envelhecendo sem crescer.


Contrapondo essa matéria essa semana também foi divulgado o caso de um menino de 11 anos que sofre de uma rara doença genética está envelhecendo a uma velocidade cinco vezes maior do que seus colegas de classe e sofre de artrite e outras condições relacionadas à velhice (segunda foto). A expectativa de vida de pacientes de progéria clássica vai até a adolescência, mas há casos de pacientes da síndrome atípica que viveram até mais de 30 anos de idade. A doença é causada por uma mutação no gene LMNA (conhecido como o gene do envelhecimento), que faz com que ele envelheça a uma velocidade muito mais rápida do que o normal.

Veja mais: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78872-15227,00.html
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4421744-EI8147,00-Menina+congelada+no+tempo+pode+ser+chave+para+envelhecimento.html
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,21181306,00.jpg

Oba-Oba Pré-histórico?













Essa semana foi divulgada pela imprensa mundial o resultado das pesquisas do sueco Svante Pääbo que comprova uma hipótese polêmica de longa data: teriam os Homo sapiens vindo da África reproduzido com o homem de Neandertal - espécie que dominada a Europa e que foi extinta a 25 mil anos devido a pressão competitiva exercida pelos humanos modernos?

Então, apenas agora com uma tecnologia mais avançada de extração e descontaminação do DNA (DNA dos fósseis estava muito misturado com DNA de bactérias) foi possível chegar à resposta que SIM!

O DNA de fósseis da Croácia estava sendo estudado a mais de quatro anos e agora é possível traçar um panorama que essa mestiçagem ocorreu entre 80 mil e 50 mil anos atrás quando ambas as espécies se encontraram no Oriente Médio, sendo que a contribuição foi de 1 a 4% de genes para os seres humanos modernos que evoluíram fora da África. Ainda se discute o que predominou mais nos cruzamentos: homens modernos com mulheres neandertais ou vice-versa. Deve-se considerar que não há traços neandertais no DNA mitocondrial das pessoas de hoje, o qual só é possível de ser passado de mãe para filhos. Logo, como basta uma mulher não ter filhas para não passá-lo adiante, é muito fácil que esse tipo de linhagem genética acabe sumindo

Veja a matéria completa : http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u731614.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u731223.shtml

domingo, 2 de maio de 2010

Tigressa adota porquinhos....?



Pegando o gancho da pesquisa que a Marcelle está começando coloco aqui algumas imagens divulgadas essa semana de uma tigressa que adotou e amamentou oito filhotinhos de porcos no Zoo da Tailândia...... o cuidado com animais de outras espécies será um instinto natural? Você tem alguma história para contar? participe da nossa pesquisa!!!!

sábado, 1 de maio de 2010

A Consciência da morte - um castigo conquistado pela evolução da espécie humana?



Essa semana o portal da folha on line e concomitantemente uma série de outros sites e blogs publicaram uma série de textos sobre estudos que mostram que outros primatas também podem têer consciência da morte. A Priscila Tamioso, também me enviou a notícia.

O Vídeo publicado no portal da folha on line e no youtube mostram a reação de três chimpanzés diante da morte de Pansy com 50 anos, uma famosa chimpanzé do meio científico . - http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u726614.shtml ou http://www.youtube.com/watch?v=10oppZ45quo

A sua filha Rosie passou a noite em claro ao lado do cadáver da mãe, enquanto seus amigos Chippy e Blossom dormiram um sono inquieto, na semana seguinte ficaram silenciosos, comeram pouco e não tocaram nos pertences da morta. Será que eles estão manifestando um luto?. O trabalho foi publicado na "Current Biology". Antes na morte, os Chimpanzés foram filmados cuidando de Pansy e depois que ela morreu acariciaram e arrumaram ela.

Veja a reconstituição dos últimos momentos de Panzy http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u726497.shtml

Outro vídeo publicado mostra um chimpanzé jovem brincando com o corpo mumificado de um filhote. Foi registrada em uma população da Guiné, mães que carregaram seus bebês mortos por meses, de maneira que o cadáver naturalmente se mumifica. A questão levantada é se a mãe não tinha consciência da morte do bebê, porém aparentemente carregavam os corpos de um jeito diferente dos vivos, além de protegerem o corpo de filhotes curiosos. Para os cientistas, a explicação mais provável é que as mães passem por um processo gradual de se "desapegar" dos filhotes mortos. Com o fim da amamentação e a volta dos ciclos menstruais normais, terminaria o apego pelo cadáver, já que as fêmeas poderiam engravidar novamente.

Veja a reportagem completa: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u726719.shtml

http://www.anda.jor.br/?p=59260