segunda-feira, 11 de julho de 2016

A ciência na extinção dos testes em animais


Marta Luciane Fischer


O destaque nos noticiários internacionais nos últimos dias é a iniciativa do presidente dos Estados Unidos em assinar a revisão, após 40 anos, da lei americana que versa sobre o teste de substâncias tóxicas (TSCA, the Toxic Substances Act), com intuito de diminuir drasticamente o uso de animais por meio do incentivo ao desenvolvimento de métodos alternativos. Nas últimas décadas inúmeros países vêm paulatinamente se posicionando contrários ao uso de animais no processamento de cosméticos, na restrição ao uso para atividades acadêmicas e na normatização e fiscalização com relação ao uso de animais em pesquisa, experimentação e produção. Concomitantemente atos jurídicos têm reconhecido a senciência de algumas espécies. O Brasil também dispõe de diferentes dispositivos legais federais, estaduais e municipais, além de inúmeros projetos de lei em andamento, que visam a proteção animal, com destaque para Lei de Crimes Ambientais (9.605), Lei de Biodiversidade (13.123) e a Lei Arouca (11.794), sendo esta a mais complexa e minuciosa, composta por 29 resoluções normativas que visam a normatização da produção, manutenção e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa. Embora esta seja uma tendência global existem argumentos favoráveis e contrários. Os movimentos pró-animal atuam em prol dessa causa desde o século XVIII, contribuindo para consolidação de leis que diminuíram drasticamente os maus-tratos dispensados aos animais em experimentos. Mesmo assim, argumentos emotivos clamam para extinção total dos testes em animais. Esses movimentos têm logrado sucessos em suas ações, principalmente por se inserirem direta ou indiretamente no meio jurídico e político.
Os cientistas por outro lado, embora tenham informação da senciência dos animais e dos vieses presentes em muitas pesquisas e testes, ainda consideram o uso de animais na experimentação uma necessidade insubstituível, protestando contra a burocracia dos procedimentos legais. A sociedade tem protagonizado cada vez mais a intolerância aos excessos e maus-tratos, utilizando-se principalmente do ambiente democrático da internet para denunciarem e exigem ação dos órgãos públicos que tutelam os animais. Por fim, os argumentos dos animais, alertam que por mais que um pesquisador promova um ambiente confortável e métodos cada vez menos invasivos, manter um animal cativo é ir contra a existência natural e autônoma almejada por qualquer ser vivo. Contudo, a parte de todos os argumentos, cada qual com suas justificativas e valores, o fato é que posturas radicais podem ser estímulos para soluções mais efetivas e tecnológicas.
O uso do modelo animal de fato é um procedimento muito antigo, remota da Era Clássica. O que leva a questionar todas as habilidades e criatividade da humanidade e porque não desenvolver métodos alternativos mais eficazes, mais baratos, mais acessíveis, mais rápidos e mais éticos.  O que em um momento pode parecer uma barreira aos procedimentos tradicionalmente consolidados pode alavancar um avanço em todos os sentidos, um exemplo é a indústria de cosmético e de vestimenta, ambos considerados supérfluos quando comparados com a produção de medicamentos e consumo de carne, e diante da intolerância social, se mobilizaram em busca de métodos alternativos. Não há dúvidas que medidas tomadas por países desenvolvidos desencadearão adesões, o Brasil já está inserido neste contexto estimulando e validando métodos alternativos, o que deve ser visto pela academia como um fértil terreno para desenvolvimento de uma ciência mais moderna, eficaz, justa e humanitária.  

sábado, 25 de junho de 2016

O Amargo fim de um doce Rio




Marta Luciane Fischer, Douglas Rocha e Renata  Bicudo Molinari

Há seis meses o mundo presenciava, em tempo real, um dos maiores desastres ambientais do Brasil. A apropriação de um rio por um tsunami de 2 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de mineração, que devastou comunidades humanas e ecossistemas, deixando centenas de moradores desabrigados, 19 vítimas humanas fatais e milhões de vítimas florais e faunísticas. Conforme o mar de lama seguia até o mar, nossos gestores pareciam torcer para que fosse comprovado um precedente abalo sísmico, para que toda a lama se diluísse antes de chegar aos manguezais, para que a infalível medida mitigatória desse certo ou ainda, para que outro acontecimento impactante invadisse os noticiários e enaltecesse o estarrecimento da população. A lama invadiu o mar, se pavimentou o fundo do rio matando organismos bentônicos e desoxigenou a água, asfixiando os planctônicos. Ambientalistas e simpatizantes choraram genuinamente por um acidente que denunciava a morte de um Rio ou, com muito otimismo, um estado de coma que poderia durar décadas. O Posicionamento quase que indiferente do Governo, a atitude apática da Empresa e a acomodação da população foram tão doloridas e revoltantes quanto o acidente em si. Personalidades nacionais foram ofuscadas por celebridades internacionais que clamaram pela punição chegando a doarem seus caches.

O impactante desastre de Mariana não deve ser visto como um fato isolado, é apenas um termômetro, um indicativo da idoneidade de nossas condutas com relação à natureza. Como toda questão bioética, se constitui de um problema complexo, que envolve muitos agentes morais que tomam decisões pautados em valores e princípios que não refletem a totalidade dos seres vivos. Há mais de 40 anos, cientistas como Van Rensselaer Potter veem alertando a humanidade que ela precisa olhar a natureza com mais cuidado, precação, responsabilidade, alteridade, e principalmente, se compreendendo como apenas mais um desses elementos.

Parece que quando os acontecimentos são noticiados na TV ganham um ar de virtualidade ou irrealidade e, em uma sociedade líquida, a necessidade de notícias novas diluem a indignação e o ímpeto de justiça. Além disso, a paradoxal distância entre o cidadão e os fatos dificultam a sua inserção na problemática e obviamente a compreensão dos culpados. Contudo não devemos nos eximir de nossas responsabilidades, seja ao consumirmos de maneira inconsciente e irresponsável, alimentando a exploração dos recursos naturais como se fossem infinitos, ou clamando por produtos cada vez mais baratos, estimulando que as empresas procurem compensar o custo no manejo ambiental. A população ainda detém uma atitude compassiva com relação à gestão do bem-comum pelo Estado. Obviamente que, em uma sociedade, dividimos as tarefas e endossamos, por meio de nossos impostos, que o governo se responsabilize por algumas delas. Porém se nos omitimos das decisões, consequentemente, seremos corresponsáveis. Como devemos fazer isso? Devemos trabalhar em consonância com a gestão pública, participar das decisões e tomar parte da nossa responsabilidade, sair do comodismo e ter um protagonismo crítico. Nos parece que cada vez mais o mundo precisa de uma nova ferramenta que subsidie a resolução dessas questões complexas, plurais e globais, que intermedeie o diálogo entre os inúmeros agentes, que hora são pacientes morais, hora se veem extremamente vulneráveis. A Bioética Ambiental e seu caráter deliberativo, inserida em Comitês que congreguem todos os setores da sociedade envolvidos, traz uma esperança de retomar o equilíbrio e a harmonia na relação entre os homens e a natureza, como era no início.

Por que o espanto? O King Kong sempre morre no final


Marta Luciane Fischer

O mundo presenciou na última semana em tempo real a morte de Harambe um gorila de 17 anos nascido e criado no Zoológico de Cincinnati, EUA. A difícil e lastimável decisão de abater o animal se deu em decorrência de uma criança ultrapassar barreiras e cair de uma altura de cerca de 3m em um recinto que abrigava três gorilas. A inacreditável, inverossímil e imprevisível cena de uma criança de quatro anos arrastada por um gorila de 181kg foi presenciada por um público atônito por cerca de 10 min. Os vídeos expressivamente compartilhados e analisados por primatólogos atestam Harambe não mostrava indicativos de que iria atacar, corroborando com outros casos similares. Os gorilas estão ameaçados de extinção, estimativas indicam que existam cerca de 4.000 indivíduos em vida livre. É um animal lindo, forte, imponente, não deixando dúvidas de que foi uma difícil decisão para equipe do zoológico, e embora o questionamento mais frequente tenha sido o fato de não ser utilizado tranquilizantes, os profissionais atestam que a anestesia demora para fazer efeito, além do susto aumentar o estresse e poder acarretar em uma situação ainda mais trágica. Imediatamente após a morte de Harambe o meio digital e televisivo presenciou uma exorbitante mobilização social atestando o luto pelo primata e divulgando uma petição, que já consta com milhares de assinaturas, solicitando que os pais da criança sejam responsabilizados criminalmente pelo fato de não supervisionarem seu filho, que expressou o desejo de entrar no poço. Por mais incrível e cinematográfica que a situação possa parecer, não é rara, no Paraná tivemos o caso do menino que teve seu braço arrancado por um tigre. Mas será que é possível apontar um culpado apenas? Ou assim como qualquer tragédia existem uma sequência de erros negligenciados? Obviamente que os pais têm uma parcela de responsabilidade aditivada pelas novas concepções intrínsecas à sociedade liquida, cada vez mais afastada da natureza e do comunitário. Obviamente que o zoológico tem uma parcela de culpa ao expor um animal perigoso sem se precaver de meios mais seguros e menos invasivos já adotado por zoológicos modernos que dispõem de barreiras de vidro unidirecionais. Obviamente que os aspectos culturais têm uma parcela de culpa ao reivindicar centros de entretimento que oportunize o convívio com a natureza cada vez mais distante do dia-a-dia. Obviamente que a sociedade tem sua parcela de culpa ao não se inserir no contexto como protagonista de uma situação que diz respeito a todos os cidadãos. O que não deve ocorrer é a reflexão parar no caso específico, mas que traga à tona questões que há muito tempo demandam de uma a ação mais efetiva. Os limites éticos na utilização dos animais para entretenimento é uma questão complexa, global e plural que requer a construção de uma ponte promotora de um diálogo, no qual os argumentos de todos os atores sejam ouvidos e uma solução justa seja alcançada. Os princípios éticos na relação do homem/animal, ainda embasam uma ética utilitarista, na qual aceita-se o uso de animais para finalidades fundamentais para sobrevivência humana e para as quais não existem alternativas, e ainda, buscando desenvolver tecnologias que permita atestar, monitorar e promover as melhores condições possíveis de bem-estar animal, eximindo-o de qualquer procedimento que cause dor ou sofrimento.  Olhando por essa ótica, a exposição de animais em zoológicos, pelo menos da forma que a maioria das instituições estão estruturadas, estão mais de acordo com uma ética antropocêntrica, que coloca o interesse das pessoas em presenciar e interagir com animais selvagens, como mais importante do que o direito do que a liberdade e o bem-estar do animal. 

Corrupção Policial... Chama a Polícia?


Série Ensaios: Sociobiologia



Por Bruna Carolina Linhares; Patrícia Cristina da Costa Ferreira; Paulo Vaccari Neto; Publio Bonin Junior; Rafael Xavier Weiss

Acadêmicos do curso de Ciências Biológicas



“A megainvestigação do Ministério Público sobre a facção que atua dentro e fora dos presídios flagrou 18 casos de corrupção envolvendo policiais civis e militares. O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, determinou nesta quarta-feira (16) a apuração das suspeitas de cobrança de propina para favorecer ladrões e traficantes de drogas.

Dois volumes da investigação detalham conversas telefônicas entre criminosos e duas ligações entre policiais e bandidos. Mais de 30 policiais são citados nas gravações cobrando propina e extorquindo dinheiro de criminosos. Os 18 casos envolvem seis policiais militares e 12 policiais civis.”

A reportagem supracitada é apenas um exemplo de casos de corrupção envolvendo policiais. A corrupção policial é um fenômeno de crescente visibilidade em todo o Brasil. As condutas indevidas são uma ameaça permanente e latente na polícia. Os policiais cotidianamente a diferentes situações que geral decisões rápidas, onde o profissionalismo e os valores são colocados a prova.

Todos sabemos que a polícia brasileira nem sempre desempenha adequadamente sua função de proteger o cidadão. Aliás, de uns tempos pra cá, os casos de policiais envolvidos em crimes tem aumentado. A situação é tão grave que, em algumas comunidades, as pessoas confiam mais nos bandidos que na força policial.

É disso que trata o filme Tropa de elite, lançado por José Padilha* em outubro deste ano. A película mostra a guerra entre o Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) e os traficantes que dominam as favelas cariocas. A história é sobre as dificuldades enfrentadas por dois policiais novatos e bem-intencionados que fazem parte de um grupo consumido pelo estresse do dia-a-dia do trabalho policial, pelo descaso à vida do outro e pelo envolvimento de vários de seus membros em crimes que deveriam combater.

Para Marcos Bretas, historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que estuda o funcionamento da polícia no Brasil há mais de 20 anos, é preciso lembrar que há dois tipos de corrupção policial: um deles é a prática do suborno, feita por muita gente, que dá um "presentinho" ao policial quando comete uma infração de trânsito ou algo parecido. O outro modo de corromper é realizado quando alguém paga para poder continuar cometendo um crime, como nos casos em que os policiais recebem dinheiro para acobertar ou mesmo participar de esquemas envolvendo jogo ilegal, pirataria, tráfico de drogas, entre outros. O historiador avalia que "o primeiro tipo é muito ruim. Mas o segundo é terrível. Ambos vêm de muito tempo, e o triste é que as pessoas se acostumaram a isso. Tudo serve como desculpa para a prática da corrupção, inclusive o baixo salário dos policiais."

Para especialistas, o maior problema é que a tolerância dentro das corporações – e da própria sociedade – alimenta a corrupção. "A tendência é considerar a corrupção como parte natural das coisas, como um custo que temos de pagar se quisermos ter melhor prestação de serviços. Claro que isso é um erro grave", diz Luís Antônio Francisco de Souza, coordenador do Observatório de Segurança Pública da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A corrupção pode ser vista como  uma forma de parasitismo social, combinado com a predação. Corruptores e corrompidos colaboram entre si como os parasitas/predadores; o hospedeiro/presa do qual se alimentam é a sociedade. O corruptores para não serem descobertos; se disfarçam, camuflam, enganam, dissimulam e aplicam estratagemas e táticas de ação engenhosas e às vezes criativas (Ribeiro, M.A.)

Segundo o psicólogo Dan Ariely, da Universidade Duke, autor de pesquisas sobre desonestidade, a motivação para a corrupção vem da crença de que "todas as outras pessoas estão sendo corruptas" e da aceitação deste comportamento como "a forma como as coisas são feitas".

"Se você for a um restaurante e sair sem pagar a conta, você vai se sentir mal com isso. Mas, quando você se envolve com corrupção, você fala 'isso é só como as coisas são'. A corrupção é muito corrosiva, muito perigosa", diz.

Segundo Ariely, a única forma de cortar a motivação para a corrupção é adotar uma mudança coletiva.

Durante o debate realizado em sala, demonstramos que a corrupção faz parte também das corporações policiais, organização que deveria nos proteger, por isso, como formandos de biologia acreditamos que não deve-se ter um pré-conceito acreditando que através da identificação de uma farda uma pessoa seja considerada de bom caráter. Também, que não devemos compactuar sendo corruptos em situações que envolvam pagamento de propina a policiais, ou até mesmo no simples ato de não devolver o troco a mais, ou deixar de pagar a conta no restaurante. A corrupção começa em casa, e é possível combatê-la, educando e fazendo diferente.





O presente ensaio foi elaborado para a disciplina de Etologia tendo como base as obras:

BARBOSA, B. Por que a corrupção é tão tolerada? Disponível em: < http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/04/25/por-que-a-corrupcao-e-tao-tolerada.htm>

RIBEIRO, M.A. Ecologia, corrupção e ética. Disponível em: < http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=1263#.V2q7JfkrLIU>



DE OLIVEIRA, Ricardo Monezi Julião. Avaliação de efeitos da prática de impostação de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos. 2003. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.



DO NASCIMENTO, Andréa Ana. A corrupção policial e seus aspectos morais no contexto do Rio de Janeiro. SEGURANÇA PÚBLICA, p. 70.

Até onde vai o prazer na corrupção?


Série Ensaios: Sociobiologia



por Amanda Rodrigues da Silva

Lisyê Alice Baena, Marília Tararthuch

Graduandas do Curso de Biologia








No ano de 2013 uma forte chuva provocou enchentes na cidade de Governador Valadares no Vale do Rio Doce em Minas Gerais, deixando centenas de pessoas desabrigadas e regiões isoladas.

Cerca de 5 milhões de reais foram enviadas pelo Ministério Público Federal, com a finalidade de ajudar as vítimas e a reabilitação da cidade, mas com o tempo as obras não foram sendo realizadas gerando uma dúvida nos moradores da cidade de onde esse dinheiro poderia estar sendo empregado.
            Foi visto que aproximadamente 30% do dinheiro público foi desviado em prol do esquema criminoso, e foi utilizado para a compra de carros de luxo e viagens internacionais. Sendo assim o MPF quis saber onde seria utilizado o dinheiro, e então instaurou o inquérito, descobrindo que uma empresa havia sido contratada para a realização de um trabalho e a mesma por sua vez não existia.

Com o encaminhar das investigações, descobriram que a propina foi realizada entre a prefeitura, vereadores e diretores da SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) sendo que a licitação fraudada foi no total de 4 milhões e meio de reais para a contratação de uma empresa que também se encontra no esquema para instalação de aterro sanitário, em como uma empresa de coleta de resíduos sólidos com um contrato de duração de 30 anos, e assim surgiu a Operação Mar de Lama que impediu que o contrato assinado.

Além de todos os fatores cerca de 1 bilhão e meio de reais já estava sendo visado na aprovação do pagamento de tarifa do transporte público para pessoas portadoras de deficiência.

Após as investigações foram presas 15 pessoas, dentre elas os diretores das empresas envolvidas, vereadores e o afastamento de 7 dos demais vereadores da cidade. Dentre os 150 crimes realizados na cidade, os mais frequentes foram de corrupção ativa e passiva.

A forma ativa do crime de corrupção, prevista no artigo 333 do Código Penal, se dá por alguma forma de compensação, como dinheiro ou bens, para que o agente público faça algo que não é de acordo com sua função. Já o crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, é definido como a obtenção de recompensa este tipo de corrupção é acometido por um agente corrompido.

Afinal o que leva as autoridades do poder público praticar atos corruptos? De roubar o dinheiro destinado para a melhor qualidade de vida da população?

Estudos realizados demonstraram que pessoas ao saberem que a probabilidade de punição é baixa, praticam atos desonestos, e que possuem a tendência de tais atos corruptos, quando o grupo em que pertence pratica o mesmo. Uma das explicações para a pratica da corrupção pode se dar pelo hormônio da Testosterona em homens, devido esse hormônio gerar apatia entre o corruptor e os lesionados. Outra explicação está relacionada com os hormônios do prazer, como Serotonina, Oxitocina, Dopamina e Endorfina, que ao serem liberados na corrente sanguínea, fazem com que ao praticar um ato corrupto, o mesmo se sinta em êxtase, acreditando que esteja praticando algo bom.

            A corrupção no Brasil já é vista desde a época da colonização portuguesa, e na escravidão que mesmo sendo proibida, o governo brasileiro tolerava e era conivente com os traficantes de escravos que burlavam a lei.
Em 1822 com a proclamação da independência, e o Brasil intitulado república, a corrupção ganhou novas formas, sendo praticada em áreas eleitorais e de
obras públicas.
            Nessa
história da corrupção brasileira pode se deduzir que há um ciclo vicioso em relação as práticas ilícitas, transmitindo a impressão que o problema é algo cultural, mas na verdade isso se dá a falta de prestação de contas, de punição, de controle e de cumprir as leis.

            Nós futuras biólogas, acreditamos que o Brasil como um todo precisa saber punir corretamente aqueles que infringem a lei em todos os âmbitos sociais, pois hoje em dia a corrupção se tornou algo comum na sociedade, demonstrando que por mais simples que ela seja todos podem praticar, visando benefícios próprios e que não sofrerão a punição para tal ação ilícita.





Presente ensaio foi elaborado para disciplina de Etologia, tendo como base as seguintes obras:




 http://www.saaegoval.com.br/